sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sonífera ilha

Sofro calado, carente, jogado, neste
turbulento mar de emoções em que
você me deixou...
De dia o sol me aquece, a noite a lua
entristece, padeço juntando os cacos,
meu coração se quebrou...
Sigo com meu barco sem rumo, na
vida tu eras o meu prumo, perdi o chão,
só o vazio me restou...
Não quero o tormento de agora, desejo
a felicidade de outrora, na boca lamúrias,
naufragado estou...
Deleito-me nos sonhos ao teu lado, minha
estrela luzente, sinto por tê-la magoado, choro
pelo que meu erro custou...
Agora a vida não brilha, sou eremita numa
sonífera ilha, esperando tua volta e perdão
com o parco amor que sobrou!








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